Sábado, 20 Janeiro 2018

Era manhã do dia 6 de abril, quando uma mulher grávida e seu esposo chegam ao Hospital e Maternidade Silverio Fontes,
na Zona Noroeste de Santos. Ela se queixava de dores, mas não havia vagas para internação naquele momento e o médico
que a atendia sugeriu que procurassem outra unidade. Porém, antes da remoção, o profissional resolveu fazer outro exame
clínico na gestante, certificando-se que ela estava apta a ser transferida. O marido não concordou e desferiu um soco no olho
do médico, que assim mesmo realizou o parto.

O episódio escancara a insegurança a que estão submetidas as equipes que trabalham nas unidades da rede pública
municipal de Saúde e que já vem sendo denunciada há muito tempo pelo vereador Evaldo Stanislau (Rede). Diante das
muitas cobranças do parlamentar, em 2014 a Prefeitura de Santos informou o Hospital da Zona Noroeste teria a proteção de
quatro guardas municipais 24 horas por dia. Entretanto, no momento da agressão no último dia 6 de abril, havia no local
apenas uma vigilante, que não conseguiu coibir o ato de violência.
Para discutir esta questão que coloca sob risco profissionais, pacientes, equipamentos e a própria estrutura das unidades
de Saúde da cidade, o vereador Evaldo vai promover uma audiência pública no próximo dia 3 de maio, às 18h30. Além disso,
protocolou esta semana, um novo requerimento, questionando o Governo Municipal sobre as providências adotadas em caráter
de urgência para inibir outros casos de violência. No documento, também indaga o que vem sendo feito para combater furtos
que acontecem nos prédios da Secretaria de Saúde.

“Numa das vezes, foram furtados fios de cobre do Hospital da Zona Noroeste, causando um início de incêndio na UTI neo-natal.
Felizmente, nada mais grave aconteceu. Mas até quando vai se brincar com a sorte e deixar a cargo dela a vida das pessoas”,
questiona o vereador Evaldo, que preside a Comissão Permanente de Higiene e Saúde da Câmara de Santos. No requerimento, o
parlamentar indaga, ainda, por que havia só uma guarda municipal e não quatro vigilantes, como informara a Prefeitura dois
anos atrás.

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