Setembro 19, 2021

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Santos prepara profissionais para diagnóstico precoce da endometriose Featured

São 50 mil mulheres na Baixada Santista acometidas e, destas, 15 mil de forma profunda. A endometriose (um distúrbio ginecológico que chega a resultar em dores intensas) não afeta apenas a saúde das mulheres em idade fértil, mas interfere também na economia das cidades e países. 

 

Os custos indiretos, principalmente pela falta ao trabalho (absenteísmo), chegam à casa dos 2 bilhões de dólares por ano na economia dos Estados Unidos. Os dados foram apresentados, nesta terça-feira (6), pelo médico Guilherme Karam Leite, durante o Encontro Saúde da Mulher 2021, promovido pela Secretaria de Saúde de Santos, no Centro Universitário Lusíada.

 

Visando reduzir o tempo de diagnóstico da endometriose, a Secretaria Municipal de Saúde vem preparando as equipes das policlínicas para a correta identificação das pacientes com suspeita clínica da doença. O alerta para identificação pode vir de manifestações como dor pélvica acíclica e dor "incapacitante". "Há relatos de quando perguntamos da intensidade de dor, em uma escala de zero a dez, algumas mulheres respondem doze".

 

Ele lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconhece os impactos da endometriose na vida das pessoas e na Saúde Coletiva. Outro fato preocupante, destaca Karam, é que cerca de 50% das mulheres sequer ouviram falar desta doença. As internações hospitalares são uma parte do problema, e não raramente as mulheres passam por mais de uma cirurgia para tratar da endometriose.

 

 

DIAGNÓSTICO TARDIO

Ao abordar a importância do diagnóstico precoce, Guilherme Karam afirmou que chega a demorar até sete anos o período que vai do início dos sintomas até o diagnóstico da doença. "Nesse período, em média, elas passam por oito ginecologistas". A endometriose chega a afetar de 10% a 15% as mulheres em idade reprodutiva e chega a ser quase a metade da causa de infertilidade.

 

Karam explica que a identificação da doença se dá pela análise dos seis "d': dismenorreia (dor no período menstrual), dispareunia (dor na relação sexual), dificuldade para engravidar, dor para urinar, dor para evacuar e dor pélvica crônica.

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